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Em
Mt 22:35-40, vemos que Deus valoriza os relacionamentos a ponto de
resumir a Lei e os mandamentos apenas a dois deles: “amar a Deus
sobre todas as coisas” e “amar ao próximo como a si mesmo”.
O
Senhor está trazendo para nossa geração uma mudança de
mentalidade em relação aos relacionamentos. Porém, os caminhos
de Deus não seguem a mesma lógica que os caminhos do mundo. O
Senhor nos convida, portanto, a uma mudança radical de 180º, e,
através desta visão, Ele nos levará a tomarmos uma decisão!
Deus não está interessado em restringir e cercar nossos
prazeres. Na verdade, Ele quer ensinar-nos um caminho mais
excelente, que nos levará a experiências amorosas em um nível
arrebatador no casamento.
Mas,
se quisermos trilhar o caminho de Deus, precisamos compreender
claramente onde está a porta de entrada, que é o amor. Amar é
escolher o melhor para o outro. Todavia, vemos que muitos se casam
porque estão procurando alguém para fazê-los felizes. Mas esse
é um conceito egoísta. O conceito correto do amor para o
casamento é querer encontrar alguém para fazê-lo feliz. Quando
você se casa pensando em alguém que irá fazê-lo feliz, você
está se casando baseado no “amor” egoísta. O casamento não
foi projetado para satisfazê-lo.
Se
você entra no casamento insatisfeito, ao se casar, ficará cada
vez mais insatisfeito ainda. Para ficar mais claro, vamos tomar um
exemplo que chamamos de “equação matemática de Deus para o
casamento”. Vejamos a equação de Deus:
1.
Se você se sente incompleto e acha que o casamento preencherá o
seu vazio, a sua equação para o casamento será esta: ½ X 1 =
½.
2.
Se você e seu noivo (a) se sentem vazios e insatisfeitos e crêem
que o casamento mudará isso, a sua equação será esta: ½ X ½
= ¼.
3.
Se os dois são duas pessoas saudáveis e estão entrando no
casamento para abençoar um ao outro, então a equação será: 1
X 1 = 1.
Ou
seja, quando as pessoas não são inteiras, ao entrarem em um
casamento com base no amor egoísta e querendo apenas sugar o
outro, o resultado da multiplicação será sempre negativo.
Relacionamentos
são coisas muito sérias. E, depois de Deus, o seu encontro com o
sexo oposto já foi, é, ou será um dos acontecimentos mais
marcantes da sua vida. Quantas pessoas e até famílias inteiras não
têm sido marcadas profundamente, todos os anos, por causa de
relacionamentos errados. Veja uma estatística que foi relatada em
uma importante revista brasileira em 2001: todos os anos, 26% dos
casamentos se desfazem no Brasil, e isso significa que
praticamente outros 26% dos casais estão vivendo mal e são
potenciais candidatos a se separarem no ano seguinte; 70% dos
casamentos nos EUA se separam nos primeiros 10 anos.
Esses
dados nos levam a uma conclusão: a Bíblia diz que é pelos
frutos que se conhece uma árvore. Os casamentos, em grande parte,
são frutos do tempo do namoro: o tempo de se construir
fundamentos. Nesta fase, estaremos tomando uma das maiores decisões
da nossa vida — o casamento.
Então,
ao percebermos os frutos que essa árvore do namoro tem
reproduzido, pensamos que, certamente, Deus tem uma árvore melhor
ou um caminho mais excelente, que possa nos levar a colher
casamentos que valham a pena serem vividos.
Porém,
no meio desse conceito, encontraremos um outro pensamento que não
é a vontade de Deus: “o namoro cristão”, que é apenas um
ajuste do namoro mundano. Um ajuste em relação ao sexo, isto é,
nos convertemos e aprendemos que agora podemos continuar
namorando, com apenas um pequeno ajuste de não mais praticarmos
sexo, mas apenas tomando cuidado, ou seja, nos abstendo do ato
sexual. Contudo, o resto das fornicações como beijos, abraços e
carícias continuam valendo. Isso é apenas uma tentativa
frustrada de reformar um padrão mundano de relacionamento.
O
seu final é tão trágico e até pior do que o namoro mundano,
pois muitos deles terminarão com uma gravidez indesejada, corações
partidos, pessoas frustradas e, às vezes, até situações
piores, como violência. Neste livro, vamos descobrir que tanto a
fornicação quanto a santidade são caminhos que devem ser
tomados e não apenas linhas divisórias que colocamos como
limites para os relacionamentos.
Sabemos
que cada caminho levará a um destino diferente.
Estaremos
compartilhando sobre dois caminhos para o relacionamento: o do
mundo e o de Deus. A decisão será sua. Escolha em Deus e
prepare-se para viver dias felizes no seu casamento. |